Com três anos de carreira, dois discos e duas turnês lançadas, a Try To Shut Me Up Tour e a Mall Tour, a cantora chegou ao Brasil com sua segunda turnê mundial, intitulada Bonez Tour, músicas variadas dos álbuns Let Go e Under My Skin. Com o tremendo sucesso de Avril Lavigne entre o público jovem e com a chegada da Avrilmania no país, a passagem da cantora ao Brasil foi anunciada em maio de 2005. A expectativa acerca das quatro apresentações da cantora em solo brasileiro era enorme e foi amplamente divulgada até setembro daquele ano. Semanas antes da chegada de Avril Lavigne ao Brasil, uma entrevista com a cantora foi exibida no Fantástico.
O primeiro show foi em Porto Alegre, no dia 21 de setembro. Ao chegar à cidade a cantora desceu do avião e foi escoltada pela polícia, seguindo rapidamente ao hotel. Avril praticamente não saiu e chegou a pedir para colocarem um micro ondas no quarto, para fazer a comida trazida em sua bagagem. Ainda no hotel, Avril Lavigne cedeu entrevista para os programas Jornal Hoje, Na Pilha, Domingo Espetacular e para o Globo News. Em entrevista concedida na capital gaúcha, a canadense fez uma brincadeira ao ser questionada se tinha algum ídolo, logo respondeu: “Spice Girls!” Mas emendou rapidamente: “Não, é brincadeira, claro”. A cantora escolheu a banda Drive como banda de abertura de seu show na cidade. A banda possui influências de Guns N’ Roses, Jet, Velvet Revolver e Hellacopters no seu estilo rock de ser. Aos gritos, o público de aproximadamente 9 mil pessoas fez o Ginásio Gigantinho parecer pequeno demais para o furacão loiro do Canadá.
Em Curitiba, Avril foi simpática no palco da Pedreira Paulo Leminski, onde fez um show todo corretinho de 1 hora e 6 minutos cravados no relógio. “Vocês estão se divertindo até aqui?”, perguntou a um público de oito mil pessoas. O show na cidade não teve novidades no repertório, sendo Sk8er Boi a primeira música, e Complicated a última. Houve também um cover de Blink-182 e Blur. A canadense mostrou um vozeirão legal para uma garota de 21 anos, e com boa presença de palco, pulou bastante com sua calça camuflada, coturno e camiseta preta com asas nas costas.
O terceiro show da cantora foi na cidade do Rio de Janeiro. Nem as famosas praias cariocas, o Pão de Açúcar e até mesmo o Cristo Redentor fizeram Avril Lavigne sair do hotel para um passeio. Ela só saiu mesmo para ir direto à Praça da Apoteose. A apresentação começou às 20 horas, o que causou certa confusão para alguns fãs: em parte dos ingressos estava escrito que o show começaria às 21 horas, horário em que Avril já estava fazendo o bis!
São Paulo foi a última cidade a receber o show da cantora. A cidade não finalizaria somente a turnê em território brasileiro, mas também a turnê Bonez Tour. Talvez por isso o setlist tivesse até uma música a mais, Tomorrow, que acabou não sendo tocada. Antes do show, Avril concedeu uma entrevista para MTV Brasil, a última durante a turnê, e recebeu algumas pessoas no camarim. A cantora subiu ao palco às 19 horas e 52 minutos, já engatando o hit Sk8er Boi. O visual era parecido com das outras cidades (camiseta preta com bermuda escura). O barulho ensurdecedor da plateia quase encobriu o começo do show (o que se repetiu em My Happy Ending, Losing Gripe He Wasn’t). Avril tocou guitarra, bateria e piano. Pouco antes de Together, ela contou que era o fim da turnê e que aquela noite era especial. O áudio do show foi transmitido ao vivo pela emissora 89 FM A Rádio Rock.
A banda de abertura dos shows de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo foi Leela. “Por duas semanas, escutei diferentes pessoas, bandas e escolhi uma. Escolhi o Leela por causa do estilo e, principalmente, pelo rock“, disse Avril a um jornal da cidade de Curitiba. Leela é uma banda brasileira do estado do Rio de Janeiro, de rock e pop rock, formada em 2000.
Antes de chegar ao Brasil, Avril Lavigne pediu para que seu carro mudasse de um sedã para uma pick-up quatro por quatro, e que fosse encomendadas oitenta pizzas de sabores diferentes para um festinha no final de seu último show, em São Paulo. Outro pedido, não atendido, foi que ela queria ficar em quartos singles e não em suítes presidenciais. Mas os organizadores não puderam fazer as mudanças porque os hotéis estavam lotados.
A equipe que veio ao Brasil com Avril Lavigne em 2005 tinha vinte e quatro pessoas, além da cantora. Eles se dividiam em três grupos: o A-Team, os Corleones e os Hornhalls. Os Hornhalls eram a equipe técnica de quatorze pessoas; Os Corleones eram os quatro músicos da banda; A cantora fazia parte do A-Team. Além dela, estavam no A-Team o seu irmão Matt, a esposa dele, o ex-marido da cantora, Deryck Whibley, o tour manager, uma assistente pessoal e um segurança.
Até hoje, o público do show da cantora em São Paulo é o maior de toda a sua carreira, contabilizando 40 mil pessoas.