Ainda na The Best Damn Tour, mais precisamente no dia quatro de novembro de 2008, Avril Lavigne estava nos palcos do estádio nova-iorquino Nassau Coliseum, quando avistou um pessoal na plateia com a bandeira do nosso país, então ela acenou e disse amar o Brasil. Poucos dias após criar sua conta oficial no Twitter, Avril publicou dizendo que o Brasil dominava e que ela amava seus fãs. Já nas entrevistas, a cantora se mostrava animada toda vez que se perguntava sobre a vinda à América do Sul, ou mais especificamente ao Brasil. Já iniciada a The Black Star Tour, a popstar respondeu a equipe de um fã siteAmericano se ela iria vir ao nosso país. A resposta foi: “Eu tenho que ir lá! Sempre leio os tweets deles (brasileiros) pedindo para eu ir a vários lugares”. A partir daí, todos esperavam a confirmação, e em questão de meses teríamos no site oficial da cantora as datas de sua vinda ao país. Para fixar a ideia, membros da banda e até amigos da cantora se comunicaram com vários brasileiros, perguntando sobre nossas comidas e tradições.

A passagem da Avril pelos outros países da América do Sul foi um tanto tensa. Primeiro, ela perdeu seu relógio e seu carro levou socos na Venezuela, que recebia pela primeira vez a cantora em seu país. Já na Argentina, a canadense ficou presa no aeroporto por conta do das cinzas vulcão chileno Puyehue. Parecia que não iria dar certo, até que Avril e seu namorado da época anunciaram pelo Twitter que estavam a caminho do Brasil.

Todos esperavam por um show com a Avril desanimada, estressada e muito cansada, pois, além do fuso horário ainda tínhamos que contar com o atraso de seu voo. Porém, para felicidade de todos, inclusive da própria cantora, o showtrouxe uma Avril simpática, animada e muito interativa com o público (muito diferente da sua última vinda ao nosso país). A canadense brincou, pulou, gritou, tirou fotos e pegou na mão dos fãs! Sua voz também não deixou a desejar. Afinada para tons altos e agudos (mostrados em sucessos como What The Helle Alice) e também para tons mais acústicos e calmos (Nobody’s Home e Complicated). Vestida completamente de preto com uma camisa que custava cerca de cinquenta reais e um coturno verde a cantora entrou cantando Black Star sem a sua saia tule, como era costume. Avril ainda pediu desculpas por estar cansada por conta do atraso do voo e disse várias vezes que estava muito feliz de estar presente ali. Um dos momentos mais esperados foi Nobody’s Home, que chegou a ser gritada por todo o Credicard Hall. O show finalizou como de costume, com seu primeiro sucesso, Complicated.

No dia vinte oito, o contato da Avril com os fãs foi ainda maior e a animação da cantora foi também muito boa. Em músicas agitadas como What The Hell e He Wasn’t, ela corria o palco todo e se desequilibrava com muita frequência. Nas músicas mais calmas, a popstar estava colocando à prova sua capacidade vocal e também a qualidade nas músicas mais acústicas, como pudemos ouvir em When You’re Gone e I’m With You. Na mesma noite a cantora interagiu muito em My Happy Ending e Smile, sorrindo, apontando e até dando a mão aos fãs. Muito animada, falou sobre os nossos pedidos para que ela tocasse Everybody Hurts, e que nunca tinha a tocado ao vivo, mesmo errando a letra no final ela não perdeu a beleza, tanto na voz como em seu meigo rosto. Entre momentos marcantes, um dos mais emocionantes foi quando ela cantou Keep Holding On, onde desceu e foi até a fila das pessoas com deficiências especiais, chegando a se jogar por cima da grade para abraçar o último daquela sessão. Ainda cantando músicas que emocionavam a toda plateia, a canadense pegou brindes e deu para os deficientes, inclusive um deles ganhou o casaco que ela estava usando! Toda de preto, desde seu par de coturnos até sua camisa, a loirinha se vestiu como uma verdadeira princesa, e os seus instrumentos eram, em sua maioria, vermelhos. Depois de várias demonstrações de gratidão ao público e à sua equipe, o show chegou ao fim.

No Rio de Janeiro o atraso foi pouco, em menos de meia hora do combinado a canadense entrou no palco, cantando Black Star e levando todos ao delírio. Nas músicas animadas, a cantora pulava e falava várias vezes o nome “Rio”, como no início de What The Hell. Momentos lindos não faltaram aos cariocas. Lá a cantora adicionou duas músicas na setlist, que não tinham sido tocadas em São Paulo: I Love You e, pela primeira vez, Fix You, cover de Coldplay. A descontração também ficou por conta do susto que ela levou enquanto falava com o público: jogaram um sapo de pelúcia que a fez gritar, mas mesmo assim a loirinha riu e anunciou que música iria cantar, e de um modo único anunciou Stop Standing There, que arrastou um coral incrível. Todos estavam na mesma vibe, milhares de pessoas juntas em prova do amor que sentiam por aquela pessoa única. Esse show deixou gravado na mente de cada fã a quantidade de vezes em que a Avril cantou “I Love You Brazil” em I’m With You. Um espetáculo para os ouvidos que despertou os melhores sentimentos.

Belo Horizonte recebeu Avril Lavigne pela primeira vez com um coral incrível. Avril, subiu ao palco e ficou estática, olhando para todos os lugares e escutando o imenso coro que se formou ao som de Black Star. No início de What The Hell, o público se acalmou e admirou a voz e beleza da cantora. No refrão, todos cantavam e pulavam involuntariamente. Um fato curioso aconteceu quando a cantora estava para anunciar a música que iria cantar (o cover de Fix You do Coldplay). Avril se encontrava com a cabeça baixa em cima de um piano, quando um garoto burlou a segurança e subiu ao palco para abraça-la. A cantora levou um susto tão grande, que chegou a gritar e dar um pulo para trás. Passando o susto, a canadense com o público através da música Smile. A intérprete se despediu do seu quarto show da The Black Star Tour no Brasil, vestida com trajes simples e calçando sua bota verde com pichações, cantando Complicated.

Vestindo saia de tule e uma com uma estrela brilhando na mão, Avril iniciou o show de Brasília, que foi último desta fabulosa turnê no Brasil. O show não foi diferente dos demais. Ela tocou guitarra, piano, violão. Ela não tocou bateria por achar, como já havia dito, o Rodney excelente. E realmente, a banda se mostrou com muita capacidade para encarar um show daquele porte. A banda foi colocada em teste na música Alice e no instrumental de Unwanted, Freak Out e Losing Grip que ficaram impecáveis e condizentes com a qualidade vocal atingida pela cantora. Com toda a interação possível, a canadense mostrou que realmente ama o Brasil e que a relação dela com este país é maior que o tempo e a distância. Esse show mostrou a nós e a ela própria que seus fãs brasileiros sentem necessidade de tê-la várias vezes por aqui.

Avril veio postando em seu Twitter para o Brasil desde antes de embarcar em nossas terras. No dia 29 de julho de 2011, a canadense postou uma foto de uma bandeira brasileira cheia de autógrafos. E ainda se despediu do Brasil.

Dois incidentes aconteceram com o baterista de Avril, Rodney, que foi roubado duas vezes, sendo uma delas sua jaqueta predileta, que foi perdida por ele num evento na Lapa. Avril saiu, depois de seu primeiro show da The Black Star Tour no Brasil, para jantar fora com seu ex-namorado, seu irmão e sua cunhada. Ainda em São Paulo, a canadense visitou uma instituição de caridade, as crianças da Meninos do Morumbi. Ela também apareceu duas vezes na sacada do hotel onde ficou hospedada no Rio de Janeiro.

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